O Ministério da Saúde autorizou a construção de duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) no Rio Grande do Norte. A população dos municípios de São Gonçalo do Amarante e Parnamirim contará com os serviços de emergência e urgência capazes de atender demandas de uma região com até 300 mil pessoas.
A portaria que habilita a unidade foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.Com investimento de R$ 3,4 milhões para construção, a unidade deve ficar pronta até o fim do ano. A partir do início das atividades da UPA, o Ministério da Saúde destinará R$ 275 mil por mês para o seu custeio. O Governo Federal já autorizou recursos para a construção de outras três unidades no Estado este ano. Em todo o Brasil, serão 250 novas UPAs em 2009.
As UPAs estão voltadas ao atendimento de emergência e urgência. Quando os pacientes chegam às unidades, os médicos estabilizam o seu quadro, definem o diagnóstico e analisam a necessidade de encaminhá-lo a uma unidade hospitalar.A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/192), que organiza o fluxo do atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação.
De acordo com a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, a proposta é reduzir as filas de espera nos hospitais e oferecer um atendimento altamente qualificado.
COBERTURA - As UPAs são divididas em três tipos, conforme a capacidade de atendimento (veja quadro). Das novas UPAs do Rio Grande do Norte, uma é do tipo I - com estrutura de até oito leitos e capacidade para atender até 150 pessoas por dia; e uma é do tipo II - que oferece até 12 leitos e pode atender até 300 pacientes por dia. Com o serviço autorizado nesta semana, já são 142 habilitados pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil até o momento. No RN, são quatro. No próximo ano, além das 250 previstas para 2009 no país, serão outras 250 UPAs, totalizando 500 novas unidades em dois anos.
ATENDIMENTO RÁPIDO - Criado em 2002, o projeto das UPAs 24h integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e baseou-se em experiências de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). As UPAs prestam assistência emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia. Elas atendem demandas da população e estão integradas ao Samu, à rede básica e ao Programa Saúde da Família (PSF).
Quando chegam às unidades, os pacientes são avaliados. Eles podem ser liberados, permanecer em observação por até 24 horas ou ser removidos para um hospital.Os municípios interessados em aderir às UPAs devem ter o serviço de Samu habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura do Programa Saúde da Família na abrangência de cada UPA no prazo máximo de dois anos.

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