O reajuste do programa Bolsa Família vai fazer um bem danado para as famílias beneficiadas e também para a economia do Rio Grande do Norte.
A partir deste mês de setembro, o programa passa a colocar em circulação quase R$ 30 milhões (R$ 29.688.194,00). São R$ 2,5 milhões a mais que no mês de agosto (R$ 27.185.278,00). O valor só não é maior porque houve uma redução no número de famílias assistidas pelo Bolsa Família no Estado. Em agosto eram 316.824 famílias. A quantidade foi reduzida para 313.612 famílias em setembro.O reajuste do benefício começou a ser pago, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), na quinta-feira (17/9). Todas as famílias estão recebendo os valores corrigidos em 10%.
Os novos valores incorporam 6% de variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), entre julho de 2008 e junho de 2009, mais 4% de ganho real, destinados a consolidar a estratégia de redução das desigualdades individuais e regionais. Com a correção, o benefício médio passa de R$ 86,00 para R$ 95,00. Com a recomposição, o benefício básico, pago às famílias com renda familiar de até R$ 70 por pessoa, subirá de R$ 62,00 para R$ 68,00.
Já o benefício variável (pago de acordo com o número de crianças) passará de R$ 20,00 para R$ 22,00 e o recurso vinculado aos adolescentes de R$ 30,00 para R$ 33,00. Os dois benefícios variáveis são pagos a toda população cadastrada que se enquadra no perfil do programa (renda mensal de até R$ 140,00 per capita), mas são limitados a três crianças e a dois adolescentes por família.
E todos precisam cumprir as condicionalidades do Bolsa Família: frequência escolar de 85% das aulas para alunos dos 6 aos 15 anos; de 75% para adolescentes de 16 e 17 anos; vacinação infantil e acompanhamento do pré-natal. Com a alteração, o valor mínimo vai de R$ 20,00 para R$ 22,00 e o máximo de R$ 182,00 para R$ 200,00.

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