
Em discurso no plenário do Senado, o líder dos Democratas, José Agripino, reafirmou o pedido de licença temporária ao presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), até que as investigações envolvendo parentes e ex-subordinados do parlamentar do Amapá sejam concluídas.
O pedido de licença do presidente é quase unanimidade entre os maiores partidos da Casa e ainda não ocorreu devido à indecisão do PT, que a princípio apoiou o afastamento, mas, depois da interferência do presidente Lula, voltou atrás.
“Nós, do Democratas, não queremos a defenestração do presidente Sarney. Somente defendemos que ele se licencie até que as investigações sejam concluídas”, ratificou. Na próxima terça-feira (14), o líder vai reunir sua bancada para propor que todas as denúncias envolvendo o Senado Federal, nos últimos meses, sejam acompanhadas tanto pela sindicância interna da Casa quanto pelo Tribunal de Contas da União e Ministério Público da União.
“Vou reunir minha bancada para que discutamos a necessidade de se requerer acompanhamento do TCU e do MPU nas investigações para que não paire dúvidas de que nós tomamos posições firmes para reconquistamos a credibilidade da instituição frente à opinião pública”, frisou. Na terça-feira, Agripino também vai propor à legenda que seja instalado o Conselho de Ética antes do recesso parlamentar.
Na última quinta-feira (9), o jornal O Estado de S. Paulo trouxe nova denúncia envolvendo José Sarney. Segundo a reportagem, empresas fantasmas ligadas à família do presidente teriam recebido ao menos R$ 500 mil desviados de recursos repassados pela Petrobras – o que, de acordo com Agripino, reforça a necessidade da criação da CPI da Petrobras.
Depois da pressão e ameaça da oposição de obstruir a pauta de votações, a base governista prometeu instalar a CPI da Petrobras na próxima terça-feira (14). Usando as mais diferentes manobras, o governo conseguiu adiar o início dos trabalhos da comissão por três vezes. “Vamos vigiar a instalação da CPI.
E o presidente Sarney deve se empenhar a fundo para que a comissão se instale e a investigação aconteça”, concluiu Agripino.
FONTE: CORREIO DA TARDE

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