segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Varela Santiago irá receber ajuda de municípios do RN


Após a ameaça de paralisação da UTI pediátrica do Hospital Infantil Varela Santiago, no último mês de julho, o acordo firmado de que os municípios do Rio Grande do Norte deveriam repassar uma quantia de 0,39% do Fundo de Participação dos Municípios começará a ser implantada no início de setembro.

De acordo com o diretor geral, Dr. Paulo Varela, o Hospital Infantil irá receber cerca de R$ 90 mil mensais, mais um valor por cirurgias realizadas. "Receberemos uma quantia de até R$ 468 mil pelas cirurgias eletivas, totalizando uma média de até R$ 558 mil", explica.

O hospital é o único do Estado que realiza procedimentos cirúrgicos na área de neurocirurgia e oncologia pediátrica. Segundo a diretora-médica do hospital, Dra. Penha Paiva, são realizadas uma média de 15 cirurgias mensais e desses pacientes, a maioria necessita dos serviços das Unidades de Terapias Intensivas.

Dos nove leitos que existem no hospital, apenas seis são disponibilizados para os pacientes. A médica revela que três deles estão permanentemente internados. Um dos pacientes se encontra no hospital a cerca de 700 dias, os outros dois, há aproximadamente um ano."O Rio Grande do Norte precisa de mais leitos, até porque aqui apenas seis dos nove são disponibilizados", aponta Dra. Penha.

O Hospital Maria Alice Fernandes, localizado na zona norte de Natal, também possui UTI, mas não oferece os mesmos serviços do Varela Santiago.Mudanças Outra mudança conquistada na nova resolução é que, a partir do próximo mês, o hospital passará a contratar os médicos plantonistas das UTI. Até o final de agosto, a responsabilidade de contratação desses profissionais fica a cargo da Sesap.Para a Dra.

Penha, o repasse dos municípios é justo, devido o grande fluxo de pacientes de outras cidades. "Recebemos pacientes de todos os municípios, nada mais justo que todos contribuam com algum valor", afirma. A médica ainda revela que o principal motivo de receber pacientes do interior é a falta de profissionais especializados nos municípios do Rio Grande do Norte.

"Os hospitais do interior não estão equipados para receber esses pacientes. Aqui nós somos um hospital de referência com bom índice de resolução dos casos", completa a diretora médica.

fonte: Hugo Andrade

Nenhum comentário: