
Tv Ponta Negra
Em depoimento que acontece agora na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira confirmou e reiterou seu encontro no fim do ano passado com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Em depoimento que acontece agora na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira confirmou e reiterou seu encontro no fim do ano passado com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Ao relatar detalhes do encontro, ela disse ter sido uma reunião rápida, mas confirmou que a ministra pediu que ela agilizasse as fiscalizações acerca das empresas do filho do senador José Sarney, Fernando Sarney.
Lina disse não ter o registro do encontro em agenda escrita, por não precisar de agenda "para falar a verdade", mas confirmou que o convite para a reunião foi feito pela chefe de gabinete de Dilma, Erenice Guerra. Lina reiterou os termos de sua entrevista, publicada no dia 9 de agosto pelo jornal Folha de São Paulo, mas afirmou que os dois jornalistas que a procuraram já tinham essa informação, querendo apenas que ela confirmasse o encontro e o pedido.
- Confirmo. Por que haveria de negar a verdade? O que me moveu foi o hábito de respeitar a verdade - afirmou a ex-secretaria, enfatizando não ter mágoa por ter sido exonerada do cargo.
- Fui exonerada sem nenhuma mágoa, recebi como natural minha exoneração, pois é assim que se dá. Não houve de minha parte nenhuma reação e até trabalhei para apaziguar ânimos de alguns colegas. Não desejo toda essa polêmica, não desejo nem em sonho disputar cargos eleitorais. Não vim para fazer jogos a favor de A ou de B, não tenho interesse em alimentar interesses, mas para preservar minhas convicções e meu compromisso com a verdade.
Em resposta ao senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA), a ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira negou que tenha se sentido pressionada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando recebeu o pedido para agilizar as fiscalizações sobre as empresas de Fernando Sarney. Ela explicou que, ainda que o processo de investigação tributária estivesse ocorrendo em segredo de justiça, talvez pelo fato de os processos terem característica de impessoalidade, é que tenha ocorrido o pedido de Dilma.
- Considerei um pedido incabível. Não havia necessidade - disse.
Lina informou que não comentou com ninguém seu encontro com Dilma, com exceção de sua chefe de gabinete, mas reconheceu que não se lembrava do dia e horário exatos da reunião.
E ainda afirmou, em exposição na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que está disposta a comparecer ao colegiado e a colaborar na confrontação das versões dela e da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre o suposto encontro que teria ocorrido em dezembro do ano passado no gabinete da ministra. Lina Vieira reafirmou há pouco na comissão ter mantido este encontro, a convite da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.
No encontro, segundo a ex-secretária da Receita, Dilma teria pedido para que fossem agilizadas as investigações do fisco em relação a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.
- Eu entendi que era para concluir logo, para que fosse dado encaminhamento célere em relação ao pedido da ministra. Essa foi a minha interpretação do pedido da ministra- afirmou Lina Vieira.

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