segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vendas de máquinas e equipamentos recuam 19% no semestre

Tv Ponta Negra
O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos caiu 19,4% no primeiro semestre de 2009, somando R$ 29,31 bilhões, informou a associação nacional do setor nesta segunda-feira. Descontando a inflação, a queda chega a 23,6%.

Conforme divulgou a Abimaq (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos), as exportações no setor tiveram resultado acumulado de US$ 3,797 bilhões, retração de 29,2% na comparação com o mesmo período de 2008.

O consumo interno também caiu. O resultado de produção --menos exportação mais importação-- diminuiu 6,3% no semestre ante igual período do ano passado.
Em junho deste ano, o setor de máquinas e equipamentos atuou com o uso de capacidade instalada de 80,4%, um crescimento de 0,6% sobre o mês anterior, mas um declínio de 7,2% em relação a junho de 2008.

Desde outubro de 2008, período de intensificação da crise internacional, o emprego no setor retraiu 7,4%, com a extinção de 18,6 mil postos de trabalho.
Apesar da queda no semestre, o faturamento vem crescendo em média 5,5% mês a mês desde janeiro, puxado, principalmente, pelas vendas de máquinas para a Petrobras.
A maior queda no faturamento do setor foi registrada em janeiro, quando houve contratação de 31,8% (na comparação com janeiro de 2008).

No semestre, o setor que mais apresentou queda mais acentuada no faturamento foi o de máquinas e equipamentos para madeira, com recuo de 68,5%, na comparação com o mesmo semestre de 2008.

Nesse setor, houve um aumento de 98% nas importações, enquanto que as exportações caíram 70%. "Nossos clientes já estão importando diretamente dos fornecedores de fora do país. Está havendo um processo critico e muito pesado de desindustrialização do nosso setor", afirmou Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq.

Para ele, o fator que mais prejudica a venda de máquinas no Brasil é a taxa de câmbio, que, segundo Aubert, "é mortal para o setor".

Segundo a entidade, esse semestre foi o segundo melhor ano da história na importação de bens de capital (US$ 9,292 bilhões), perdendo apenas para o primeiro semestre de 2008 (US$ 9,998 bilhões), quando as exportações também estavam em alta.

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