
Presidente da Assembleia Legislativa foi o primeiro de uma série de entrevistas com os pré-candidatos ao governo do estado.
Primeiro de uma série de entrevistas com os pré-candidatos ao Governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria se mostrou à vontade durante a Sabatina Nominuto realizada na noite desta terça-feira (18) no auditório da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.
Primeiro de uma série de entrevistas com os pré-candidatos ao Governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria se mostrou à vontade durante a Sabatina Nominuto realizada na noite desta terça-feira (18) no auditório da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.
Ele confirmou a sua participação na disputa usando uma frase antiga: “minha candidatura só tem bilhete de ida”.Robinson afirma que a sua insistência em tentar ser o sucessor de Wilma de Faria é motivada pela opinião popular. “O desejo não é só meu. As pessoas nas ruas já conhecem meu trabalho e meus princípios e não vejo motivo para não acreditar que minha candidatura é possível”, destacou.
Consciente dos apoios que conquistou ao longo de sua carreira política, o líder do PMN fala com convicção sobre o peso que tem os membros da Unidade Potiguar – grupo recém criado por ele e os deputados João Maia (PR) e Henrique Alves (PMDB) – para qualquer candidato.“Ela [Wilma] não conseguirá vitória se tiver uma candidatura isolada”, profetizou para depois pregar a união da base.
“Wilma deve ser a grande condutora da pacificação desse grupo”, que segundo ele não está em guerra, porém, faltando diálogo. Mas falando em sua candidatura, especificamente, o presidente se mostra um estrategista e usa todas as formas para convencer a governadora de que ele é a melhor opção para representar o seu grupo.
Segundo ele, recentemente quando viajava com ela para o interior do estado, aproveitou para lhe mostrar uma pesquisa na qual está bem melhor colocado do que no estudo divulgado pelo Instituto Ibope no último final de semana.
“Eu tenho várias pesquisas da Vox Populis onde estou em segundo lugar, bem distante do terceiro e ainda mais do quarto colocado", destaca Robinson.Na pesquisa Ibope, Robinson aparece em terceiro lugar com 11%, atrás de Carlos Eduardo (PDT) que tem 13% e, Rosalba Cialini (DEM), com larga vantagem de 40% das intenções de voto.
O Ibope ouviu 812 pessoas em todo o estado.Ele argumenta que existem diferenças entre pesquisas qualitativas e quantitativas e que a pesquisa do Ibope não reflete a realidade. "Não tenho dúvidas de que estou bem colocado.
Eu não sou menino para ficar brincando com o povo, nem com minha carreira política. Sei que estou no caminho certo", diz.O presidente da Assembleia Legislativa se mostrou mais seguro em suas repostas, do que em entrevistas passadas, inclusive quando se refere a colaboração que o seu grupo tem na base governista.
Ele governadora Wilma lhe deve agradecimento, já que não aceitou ser o vice de Garibaldi Alves, em 2006, mesmo quando ele liderava as pesquisas com trinta pontos de vantagem. “Se eu tivesse ido, teria levado 40 prefeitos e 12 deputados estaduais e com certeza hoje o governador seria Garibaldi”.
Robinson voltou a dizer que Iberê Ferreira é privilegiado pelo governo e, ele subestimado, “o tempo todo”, reforçou.SenadoConfirmando o discurso de que agora não fala mais isoladamente, sobre o seu candidato ao Senado, Robinson respondeu que a Unidade Potiguar está aberta a conversas.
“Claro que tenho afinidade maior com a governadora Wilma até porque estamos juntos a muito tempo, mas a decisão será do grupo”, respondeu.Conversas que nem o DEM está de fora. “Desde que o grupo concorde, sempre há possibilidade de definirmos apoio, inclusive com o DEM.
Ninguém será vetado".Cidadão Sem FomeRobinson voltou a exaltar o seu projeto, mas também criticou a demora para sair do papel.
Quando perguntado sobre a declaração da governadora Wilma de que não aceitaria nenhum uso eleitoreiro do Cidadão Sem Fome ele disse discordar dessa colocação, levando em consideração que ela usa o Cidadão Nota 10 para divulgar suas ações na área social.
“Quando o governo fala não é proselitismo, mas quando eu falo é?”, questionou.
Por Delma Lopes

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