quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Doenças sexualmente transmissíveis atingem 10,3 milhões de brasileiros


Tv Ponta negra

Cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sintoma de doenças sexualmente transmissíveis. O mais grave é que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuraram nenhum tipo de tratamento, indica pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde.


O levantamento foi feito com 8 mil adultos com idades entre 18 e 64 anos nas cinco regiões do país.


Segundo o Ministério, o dado é preocupante por que as DST podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo HIV, além de causar outras doenças como infertilidade e câncer. Apenas 25% dos homens buscam ajuda médica para tratar uma DST, enquanto nove entre dez mulheres buscam orientação de um especialista.


"As mulheres estão dando um exemplo positivo. A nossa expectativa é que os homens procurem os médicos tanto quanto elas"explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde.


A pesquisa também aponta que o risco de ter uma DST aumenta 65% em pessoas que já tiveram relações sexuais com mais de dez parceiros. Homens têm três vezes mais chance do que as mulheres de ter uma doença sexualmente transmissível ao longo da vida.


O Ministério da Saúde lançou hoje a campanha “Muita prazer, sexo sem DST”, voltada principalmente para homens. A principal novidade é o site www.aids.gov.br/muitoprazer, que traz informações gerais sobre prevenção e tratamento destas doenças. Além disso, o internauta pode utilizar cartões virtuais para contar ao parceiro a descoberta da infecção por alguma DST, sem necessidade de se identificar.


"Em geral, as pessoas têm muita dificuldade de contar que estão infectadas. As novas tecnologias de comunicação ajudam a enfrentar essas doenças de forma direta e com o mínimo possível de exposição" completa a diretora.


Falta de orientação
O Norte concentra o maior número de casos, com 24,6% dos homens relatando ter tido pelo menos uma DST. Nas outras regiões, o índice não ultrapassa os 20%. O total de homens negros que relataram sinal ou sintoma de DST é maior do que entre os brancos – 19% e 13,8%, respectivamente. Entre as mulheres, não há diferenças significativas – varia de 11,2% no Sul a 7% no Nordeste.


Nem sempre a população recebe a orientação adequada quando o assunto são as DST, indica a pesquisa. Apenas 30% dos homens e 31,7% das mulheres tiveram a recomendação de fazer o teste de HIV. A solicitação de exame de sífilis é ainda menor: 24,3% e 22,5%, respectivamente. Cerca de 40% também não são informados sobre a necessidade de usar preservativo e comunicar aos parceiros quando tem alguma doença.


- A pesquisa nos mostra que os profissionais de saúde devem estar mais atentos na hora de dar orientações durante a consulta - defende Mariângela. A maior parte das DST tem cura, com exceção do herpes e do HPV. O tratamento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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