Depois de levar muito calote, os pecuaristas de Goiás estão preferindo só vender o boi gordo à vista. Nesse tipo de negócio, a preocupação é o desconto que é feito no pagamento.
No pasto do seu Augusto Gontijo há apenas os últimos lotes de animais. O pecuarista combinou a venda de 36 cabeças da raça nelore para um frigorífico da região com pagamento à vista.
Um representante da indústria foi até a fazenda, o gado foi pesado na balança do produtor. Depois de fazer as contas do total de arrobas e calcular o valor do pagamento, o representante do frigorífico fez um depósito online na frente do produtor e em seguida embarcou o gado. Seu Augusto explica que negociando à vista, acaba recebendo um pouco menos pela arroba, mesmo assim, vale a pena. “Isso é compensado através de outras formas, de você tendo o dinheiro na mão, você poder adquirir insumos e mesmo a reposição, você pagando a vista você também consegue descontos na hora de comprar a mercadoria, além do mais importante, você ficar tranquilo os 30 dias e as 30 noites que você iria passar para esperar o recebimento como é usual o mercado em Goiás de se vender com trinta dias de prazo”, diz Augusto Gontijo, pecuarista, Em outra fazenda, o lote de 80 cabeças, só vai estar no ponto de abate daqui a mais ou menos um três meses, lá para o final de setembro. O pecuarista ainda não sabe se vai deixar o gado a pasto ou se vai fazer confinamento. A certeza é uma só. Na hora de vender os bois o produtor quer receber o pagamento á vista.
“E o preço a vista é mais barato, é menor do que o preço a prazo, quanto é que está esse deságio?”, pergunta o repórter.
“Olha o deságio hoje é de 4%, a gente acredita que ainda é um pouco acima assim de mercado. Eu acredito que não poderia ser mais do que uns 2%”, comenta José Ricardo Caixeta Ramos, pecuarista.
O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne, José Magno Pato, diz que os frigoríficos preferem a venda a prazo.
“Agora parece que está havendo um certo consenso entre os produtores de só vender à vista. É uma opção que os frigoríficos tem que aceitar, porque ele não é dono do produto. O frigorífico não é dono do produto, tem que pagar. Agora naturalmente eles vão fazer suas avaliações, porque ele tem que comprar a vista. Até que mata o boi, que processa a carne, que vende, que recebe, isso demanda um tempo e naturalmente tem um custo financeiro”, diz José Magno Pato, Sindicato das Indústrias da Carne.
Segundo a Federação de Agricultura de Goiás, o desconto cobrado pelos frigoríficos varia entre 2,5% e 4% e está acima da média do que o setor considera o ideal. “O deságio acima do índice de inflação é absurdo, é intolerável. Ninguém que tem uma prática comercial faz este tipo de ato”, declara.
No pasto do seu Augusto Gontijo há apenas os últimos lotes de animais. O pecuarista combinou a venda de 36 cabeças da raça nelore para um frigorífico da região com pagamento à vista.
Um representante da indústria foi até a fazenda, o gado foi pesado na balança do produtor. Depois de fazer as contas do total de arrobas e calcular o valor do pagamento, o representante do frigorífico fez um depósito online na frente do produtor e em seguida embarcou o gado. Seu Augusto explica que negociando à vista, acaba recebendo um pouco menos pela arroba, mesmo assim, vale a pena. “Isso é compensado através de outras formas, de você tendo o dinheiro na mão, você poder adquirir insumos e mesmo a reposição, você pagando a vista você também consegue descontos na hora de comprar a mercadoria, além do mais importante, você ficar tranquilo os 30 dias e as 30 noites que você iria passar para esperar o recebimento como é usual o mercado em Goiás de se vender com trinta dias de prazo”, diz Augusto Gontijo, pecuarista, Em outra fazenda, o lote de 80 cabeças, só vai estar no ponto de abate daqui a mais ou menos um três meses, lá para o final de setembro. O pecuarista ainda não sabe se vai deixar o gado a pasto ou se vai fazer confinamento. A certeza é uma só. Na hora de vender os bois o produtor quer receber o pagamento á vista.
“E o preço a vista é mais barato, é menor do que o preço a prazo, quanto é que está esse deságio?”, pergunta o repórter.
“Olha o deságio hoje é de 4%, a gente acredita que ainda é um pouco acima assim de mercado. Eu acredito que não poderia ser mais do que uns 2%”, comenta José Ricardo Caixeta Ramos, pecuarista.
O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne, José Magno Pato, diz que os frigoríficos preferem a venda a prazo.
“Agora parece que está havendo um certo consenso entre os produtores de só vender à vista. É uma opção que os frigoríficos tem que aceitar, porque ele não é dono do produto. O frigorífico não é dono do produto, tem que pagar. Agora naturalmente eles vão fazer suas avaliações, porque ele tem que comprar a vista. Até que mata o boi, que processa a carne, que vende, que recebe, isso demanda um tempo e naturalmente tem um custo financeiro”, diz José Magno Pato, Sindicato das Indústrias da Carne.
Segundo a Federação de Agricultura de Goiás, o desconto cobrado pelos frigoríficos varia entre 2,5% e 4% e está acima da média do que o setor considera o ideal. “O deságio acima do índice de inflação é absurdo, é intolerável. Ninguém que tem uma prática comercial faz este tipo de ato”, declara.
FONTE:G RURAL

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