Defensor da formação de uma aliança entre DEM e PMDB para as eleições de 2010, o senador Garibaldi Filho (PMDB) declarou, na manhã de hoje, em entrevista ao CORREIO DA TARDE, que defenderá com veemência a concretização de seu objetivo político.
“Minha tendência é apoiar a candidatura de Rosalba Ciarlini e não pretendo recuar”, garantiu o senador.Garibaldi informou que já articula, entre os membros do partido, a soma de forças para levar a legenda para o grupo de oposição ao governo do Estado.
O plano do senador é vencer a articulação do deputado federal Henrique Eduardo, presidente da sigla, que tenta firmar aliança entre peemedebistas e a governadora Wilma de Faria (PSB).De acordo com Garibaldi, a população do Rio Grande do Norte já assimilou sua união com Rosalba. Dessa forma, ele acredita que terá mais chances de conquistar a reeleição. “Tenho uma posição formada. Quero votar em Rosalba.
Vou lutar para que o partido siga essa posição”, garantiu Garibaldi Filho, enfatizando sua simpatia pela colega de Senado.No entanto, o senador não referendou ainda o apoio à democrata devido à indefinição existente no PMDB, onde uma ala quer se aliar ao DEM e outra ao PSB. “Eu sou um homem de partido. Lutarei como puder para concretizar meus objetivos.
Mas, no final, seguirei o que o PMDB determinar”, afirmou, reforçando seu otimismo em relação ao posicionamento que o partido deverá adotar em 2010.O filho de Garibaldi, deputado estadual Walter Alves (PMDB), também já se enquadrou na batalha pela concretização da aliança do seu partido com o DEM.
"A maior parte do PMDB quer votar em Rosalba. Ela conquistou isso no partido e criou uma identidade política muito grande com o senador Garibaldi Filho", afirma Waltinho, quando questionado pela imprensa sobre o assunto.Segundo o deputado, existem pesquisas quantitativas e qualitativas encomendadas por Garibaldi Filho que mostram a afinidade do eleitorado dele com o da democrata.
O filho de Garibaldi diz acreditar que a definição do PMDB, em sua opinião pelo nome de Rosalba, se dará de forma conciliadora, antes das convenções.A posição de Garibaldi e Walter Alves é minoria entre as principais lideranças estaduais do PMDB. Além de Henrique, os deputados estaduais Nélter Queiroz, José Dias e Poti Júnior não desejam apoiar Rosalba.
Nélter e Poti pretendem se unir à base governista e José Dias quer apoiar a candidatura do deputado estadual Robinson Faria (PMN) ao governo do Estado, independente de onde ele estiver.Apesar de a tendência das lideranças ser a aliança com o governo, as bases do partido seguem o senador Garibaldi Filho. Pelo interior do Estado, Henrique não está conseguindo adesão das lideranças municipais ao seu projeto.
Garibaldi credita a rejeição dos eleitores peemedebistas a Wilma de Faria ao acirramento da última eleição. Para o senador, a formação de chapa com a governadora diminuiria suas chances de reeleição.Nélter diz que Garibaldi está se tornando liderado de AgripinoApós o senador Garibaldi Filho (PMDB) confirmar sua preferência pelo apoio à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) na disputa pelo governo do Estado, nas eleições de 2010, começou a reação da ala peemedebista que defende a aliança do partido com a base da governadora Wilma de Faria (PSB) e do presidente Lula (PT).
O primeiro a reagir foi o deputado estadual Nélter Queiroz.O deputado disse, em entrevista a uma rádio da capital, na manhã de hoje, que a posição de Garibaldi diante das articulações para 2010 é de quem é liderado político. “O senador Garibaldi, nosso maior líder, está se tornando liderado do senador José Agripino (DEM)”, criticou Nélter, que defende a aliança do PMDB com o PSB da governadora Wilma de Faria (PSB), em detrimento da composição com o DEM.
Nélter lembrou dos pleitos de 2006 e 2008, dos quais o PMDB saiu derrotado, segundo ele, por causa da pressa nas decisões. “Tanto em 2006 como em 2008 nó erramos. Erramos em 2006 porque nos aliamos ao DEM, que preteriu o nome de Geraldo Melo para o Senado. Erramos em 2008 quando apoiamos uma candidatura de última hora (Fátima Bezerra, que perdeu para Micarla de Sousa). Não podemos errar de novo”, advertiu.
Para Nélter, o pior do PMDB em 2006 foi aceitar as exigências de Agripino para formar a aliança. “Agripino foi inteligente. Articulou bem. Nós é que não poderíamos ter aceitado as condições dele. Agora, o discurso de Garibaldi é de quem é liderado do DEM.
Não podemos ficar a mercê desse partido”, esbravejou.Nélter ainda criticou Henrique e Garibaldi por assumirem posições políticas divergentes em declarações à imprensa. Segundo ele, o fortalecimento da divisão enfraquece o partido.
O deputado justificou sua defesa da aliança com PSB e PT dizendo que é o mais coerente a ser feito, devido ao cenário nacional. “Acho que Henrique ganha essa parada porque é mais coerente”, concluiu.
Fonte: Allan Darlyson


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