quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bancários da CEF e do BNB continuam em greve

Os bancários da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte decidiram manter o movimento grevista.
O grupo potiguar seguiu a orientação nacional, em não aceitar a proposta apresentada ontem à tarde, quando a direção da Caixa se reuniu com o comando da greve. Ainda ontem, os bancários deliberaram em assembleia pela continuidade do movimento no Estado.
A diretoria do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (Seeb/RN) defende o fortalecimento da greve, principalmente na capital, com intuito de pressionar o Governo Federal a negociar. O coordenador-geral do sindicato, Liceu Carvalho, afirma que em nenhum momento os bancários enfraqueceram a greve no Estado.
"Não será agora que iremos enfraquecer. Os bancos privados ofereceram uma proposta melhor do que a do Governo. Isso não pode acontecer", comenta o coordenador-geral.De acordo com Liceu, após uma tarde de negociação, poucos avanços ocorreram no tocante à pauta de reivindicações, afirmando existir falta de interesse da parte do governo, inclusive no quesito do aumento das contratações.
Liceu ressalta o sentimento de insatisfação dos bancários da Caixa, que consideram "insignificante" a última proposta apresentada. "No Plano de Cargos não houve qualquer melhora, diferentemente do Banco do Brasil. Eles oferecem míseros 6% e nem citam algumas das propostas específicas. Devido à insatisfação, a greve continua", revela Liceu.
O coordenador do sindicato demonstra preocupação também com as negociações com o Banco do Nordeste (BNB), explicando que o reajuste da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi condicionado aos salários e ainda retirou a proposta de reajustar o Plano de Cargos em 3%.
"Isso mostra o grau de intransigência da empresa em relação aos bancários", critica o sindicalista.Enquanto a greve persiste, os bancários continuam se reunindo em assembleias. Hoje à tarde, a partir das 17h, a categoria terá um novo encontro na sede do sindicato.
A assembleia de hoje é de avaliação do movimento, tendo em vista que nenhuma rodada de negociação tem data para ocorrer.

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