sábado, 4 de julho de 2009

Garibaldi diz que voltar a presidir

Cotado para assumir a presidência do Senado, em caso de renúncia do atual ocupante do cargo José Sarney, o senador Garibaldi Filho (PMDB) disse que assumir esse cargo pode ser até um "suicídio político". "Não sei se aceitaria porque apesar de ter me investido em uma missão muito difícil quando assumi no lugar de Renan Calheiros, a situação hoje é muitas vezes pior. Então, não estou cogitando disso porque ele não renunciou e se fosse o caso era realmente pensar muito. Porque pode ser um suicídio político", avaliou o senador. Garibaldi Filho enfatizou que a situação do presidente José Sarney é muito delicada. "Está muito difícil. Muito grave porque os partidos estão retirando apoio a ele, até mesmo o DEM, que era da base de sustentação dele. Mesmo assim, ele acha que pode continuar."O parlamentar peemedebista admitiu que o presidente Lula, com a interferência que faz na bancada de senadores do PT , está extrapolando e chegando até mesmo a instituição Senado. "Acho que o presidente Lula ele está tentando influenciar o partido dele, mas aqui e acolá extrapola porque ao invés de falar só em PT, termina falando em Senado e isso pode ensejar reação muito legítima porque o Congresso é independente."JANELAO líder do PMDB na Câmara dos Deputados, deputado federal Henrique Eduardo Alves, admitiu que o projeto da "janela", que permitiria os políticos com mandato mudarem de partido 30 dias antes do prazo final para filiação em ano pré-eleitoral, será muito difícil ser votada já para o pleito de 2010. Para o parlamentar, há alguns partidos estão temendo perder filiados caso a conhecida "janela da infidelidade partidária" seja votada."Para o projeto da janela não tem consenso, sem previsão (de ser colocada em votação). É pouco provável que seja levado ainda para a próxima eleição. Estamos tentando, mas tem reações de alguns partidos temerosos em perder parlamentares", comentou o peemedebista, frisando que a intenção é votar os projetos da reforma eleitoral com "consenso" entre os partidos.Henrique Alves confirmou que na terça-feira, 7, começará a votação de parte do projeto de reforma eleitoral, com a proposta de financiamento público e da propaganda na Internet.
FONTE. JORNAL DE FATO

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